“Não há vida mais austera do que a vida de um cavaleiro, quando ele realmente segue seu chamado. Enquanto um monge tem de usar um capelo, um cavaleiro é obrigado a usar algo mais pesado, isto é, uma armadura. A Cavalaria Cristã não foi estabelecida a partir da ganância por posses mundanas, mas para defender a verdade e difundir a verdadeira fé. Por esta razão, a ordem da cavalaria e a ordem monástica deveriam ser consideradas como correspondentes à ordem superlativa ou comparativa” (Livro III 27.14, 16).

“Os cavaleiros que me carregavam pelos braços estavam prontos para sacrificar suas vidas em nome da justiça e derramar seu sangue pela Santa Fé, trazendo justiça aos necessitados, derrotando e humilhando os praticantes do mal. Mas veja como eles foram corrompidos! Agora eles preferem morrer em batalha em nome do orgulho, ganância e inveja induzidos pelo demônio, em vez de viver sob os meus mandamentos e assim alcançar a felicidade eterna” (Livro II - 7).

“Mas as pessoas do reino da Suécia estão pecando, da mesma maneira que o demônio pecou anteriormente, especialmente a camada social conhecida como nobreza ou cavalaria. Eles têm orgulho dos corpos bonitos que lhes concedi. Trabalham em busca da riqueza, que não lhes concedi. Perdem-se de tal forma em sua abominável concupiscência que, se fosse possível, prefeririam me matar a abrir mão de seus prazeres, suportariam a minha terrível sentença que paira sobre seus pecados. Como sou justo e misericordioso, advirto os assim chamados cavaleiros a buscarem minha misericórdia, a fim de que minha justiça os encontre. Minha justiça é imóvel como uma montanha, queima como fogo, é tão alarmante como um trovão e tão repentina como uma flecha lançada por um arco” (Livro I - Prólogo e Livro II - 12).